Por Rafaella Britto -
Após 15 anos como a misteriosa dama das telonas, Greta Garbo deixou o estrelato para viver da maneira como desejava: sozinha. No início da década de 1950, a atriz sueca, há dois anos com sua cidadania americana, mudou-se para um apartamento no número 450 da 52nd Street, no East Side, em Nova York. Ali viveu anônima até sua morte, em 1990.
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| Raras aparições de Greta Garbo em seus últimos anos, caminhando nas imediações de seu apartamento, em Nova York (Fotos: Reprodução) |
O apartamento de sete quartos, com vista para o Rio East, era o refúgio ideal para uma musa: tapetes Savonnaire, móveis Luís XVI e quadros de Renoir – Garbo amava cercar-se de coisas belas e cada detalhe da decoração refletia seu refinamento e bom gosto estético. “Eu amo cores!”, disse, certa vez. Após sua morte, parte de sua coleção de arte foi leiloada.
Gray Horan, sobrinha-neta de Garbo, relata que “sua casa era seu santuário”: “Você não chegava lá sem ser convidado e, quando ia, havia cômodos nos quais se podia entrar e outros onde não era permitido.”
Para a composição dos ambientes, Garbo contou com a colaboração de designers como Gayelord Hauser e Billy Baldwin. “Cor! Cor era o componente essencial”, contou Horan. “Havia outros critérios: qualidade, condição, proporção, história, praticidade – tudo era importante. Mas cores – tons de rosa, salmão e verde musgo – eram primordiais. Na casa dela havia muitas cores, em todos os lugares.”
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